Lançada em um tempo de pequenas 125 e 180, a Honda CB 400 evoluiu para 450 e manteve admiradores por 14 anos
Tinha um porte imponente e linhas bem desenhadas, com pára-lama dianteiro, escapamentos e retrovisores cromados, banco em dois níveis, amplo tanque de combustível (17 litros) e rodas Comstar, com cinco raios de aço e aro de duralumínio. O guidão baixo impunha uma posição esportiva, embora causasse desconforto no uso com garupa. Retirado o banco, viam-se as ferramentas e uma caixa para documentos.
A primeira CB 400, em 1980: linhas modernas e imponentes, ciclística eficiente e um rodar confortável, apesar do guidão baixo
O quadro era do tipo Diamond, com o motor fazendo parte da estrutura. A roda dianteira grande, de 19 pol, não a tornava tão ágil e maneável, mas contribuía para o efeito giroscópico (que mantém a moto na vertical quando em movimento) e para amenizar os impactos dos pisos irregulares, tão comuns no Brasil. A suspensão traseira era convencional, com duas molas de constante variável, que se tornavam mais duras no final do curso e dispunham de cinco regulagens de prato. O freio dianteiro utilizava um disco simples, sendo o traseiro a tambor.
O quadro era do tipo Diamond, com o motor fazendo parte da estrutura. A roda dianteira grande, de 19 pol, não a tornava tão ágil e maneável, mas contribuía para o efeito giroscópico (que mantém a moto na vertical quando em movimento) e para amenizar os impactos dos pisos irregulares, tão comuns no Brasil. A suspensão traseira era convencional, com duas molas de constante variável, que se tornavam mais duras no final do curso e dispunham de cinco regulagens de prato. O freio dianteiro utilizava um disco simples, sendo o traseiro a tambor.
A Honda estava certa ao destacar o motor em sua publicidade: além de silencioso, trazia a inovação das três válvulas por cilindro e desenvolvia 40 cv de potência, para um desempenho muito acima das outras nacionaisOnde a CB mostrava-se referência era no desempenho. O motor de dois cilindros paralelos a quatro tempos, com refrigeração a ar e dois carburadores de 32 mm, trazia a novidade das três válvulas por cilindro, duas para admissão e uma para escapamento. O comando de válvulas era único, acionado por corrente, e havia duas árvores de balanceamento para anular vibrações, que cumpriam muito bem seu papel.
Sua potência, 40 cv a 9.500 rpm, superava em mais de 100% as pequenas motos que o mercado oferecia na época. Com torque máximo de 3,2 m.kgf a 8.000 rpm, o desempenho atendia bem a qualquer necessidade: velocidade máxima próxima a 160 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 7 s.
Texto: Fabrício Samahá
Fotos: divulgação
| Ficha técnica CB 400 (1980) | |
| MOTOR | |
| Cilindros | 2 paralelos, 4 tempos |
| Comando e válvulas por cilindro | no cabeçote, 3 (2 de admissão, 1 de escapamento) |
| Refrigeração / partida | a ar / elétrica |
| Diâmetro e curso | 70,5 x 50,6 mm |
| Cilindrada | 395 cm3 |
| Taxa de compressão | 9,3:1 |
| Potência máxima | 40 cv a 9.500 rpm |
| Torque máximo | 3,2 m.kgf a 8.000 rpm |
| Alimentação | 2 carburadores de 32 mm |
| CÂMBIO | |
| Marchas | 6 / transmissão por corrente |
| FREIOS | |
| Dianteiros | a disco |
| Traseiros | a tambor |
| CICLÍSTICA | |
| Quadro | Diamond, motor estrutural, de aço |
| Suspensão dianteira/traseira | telescópica / duas molas |
| Pneu dianteiro/traseiro | 3,60 S 19 / 4,10 S 18 |
| DIMENSÕES | |
| Comprimento | 2,095 m |
| Largura | 730 mm |
| Entreeixos | 1,395 m |
| Altura do banco | 795 mm |
| Capacidade do tanque | 17 l |
| Peso | ND |
| DESEMPENHO | |
| Velocidade máxima | 160 km/h |
| Aceleração de 0 a 100 km/h | 7 s |


Essa máquina era (e é)fantástica, tive uma CB 400 II zero, quando tinha 18 anos. Ela me deu muita alegria. Moto espetacular. Hoje ando com motos de 1.000 cc, mas a CB ainda deixa saudade.
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